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Publicado em 23/05/2020

1188 mortos pela COVID-19 em 24 horas, e dai?!

Na última terça-feira(19) o Brasil havia registrado o maior número de mortos em 24 horas, foram 1179 vidas perdidas. De ontem para hoje(21) batemos nosso próprio recorde e tivemos mais 1188 óbitos, entrando no clube dos países com maior mortandade no mundo, acima de mil pessoas (EUA, França, China e Reino Unido), mas como disse o Presidente Bolsonaro, “e dai?”. Ele diz lamentar, e que apesar de ser Messias não faz milagres, o que na ocasião, arrancou risadas de apoiadores.

Em poucos dias caíram o ministro Mandetta: por defender o óbvio isolamento social, o ministro Moro: por discordar da interferência na PF para salvar a pele dos filhos e gente ligada ao presidente, o ministro Nelson Teich: por não recomendar o uso irresponsável da cloroquina, e Regina Duarte: por não pegar pesado com a balbúrdia dos artistas. Mas e daí? Afinal somos governados por um líder supremo, autonomeado: a própria Constituição.

Em meio ao maior pico de mortes pelo COVID-19 estamos sem ministro da saúde. É como uma tripulação ver seu navio afundar e descobrir que seu capitão foi o primeiro a pular do barco. Mas e dai?

Em seu lugar ficou mais um verde oliva, o interino General Pazuello que nomeou mais quatro militares para ocupar cargos técnicos do ministério, tais como: Coordenações Gerais de Execução Orçamentária e de Finanças, e também Planejamento. Dias antes da demissão do ministro Teich, ele já havia nomeado outros cinco militares.

Como ordena a disciplina, Pazuello vai obedecer seu chefe e acatar sem titubear, seus mandos e desmandos, como assinar o novo protocolo que autoriza o uso da cloroquina, um medicamento sem comprovação científica e que pode ser tão perigoso para os pacientes, quanto o COVID-19. Mais de 310 mil infectados no país, dois picos de mais de mil mortes em 3 dias, mais de 20 mil mortos no Brasil, o que nos coloca hoje como epicentro mundial do coronavírus. Mas como disse Bolsonaro, “e dai?”. Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma tubaína.

por: Antonio Pedro (Tonhão)

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