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Publicado em 21/02/2019

Movimento Popular na Assembléia Nacional da Classe Trabalhadora – UNIDADE JÁ!

Na manhã de ontem (20), mais de 10 mil pessoas protestaram contra a Reforma da Previdência (fim da aposentadoria) na Praça da Sé. O ato foi chamado por todas as centrais sindicais e apoiada pelos principais movimentos sociais nacionais, organizados na Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo, que se alinharam aos trabalhadores contra o governo de Bolsonaro e suas maldades. A CONAM, juntamente com FACESP, MDM e MUHAB estiveram presentes neste dia de luta!
No mesmo horário, em Brasília, o presidente que está com seu partido e filhos envolvidos em graves denúncias de “candidaturas laranjas”, apresentou a proposta de reforma que acaba com a possibilidade da maioria dos trabalhadores se aposentarem, e o pior, cria a médio e longo prazo, uma população de idosos indigentes que não terão condição de comer ou comprar seus remédios. A quem irão recorrer?!
A tal reforma acaba com o tempo de contribuição de hoje: 30 anos – mulher, 35 – homem. Passa a ser por idade mínima 62 anos mulher, 65 anos – homem, desde que tenha contribuído no mínimo por 20 anos, antes era 15. Para ter direito a 100% da aposentadoria – 40 anos de contribuição. O valor das pensões por morte deixa de ser 100% e cai para 60%. BPC – Benefício de Proteção Continuada que atinge principalmente idosos enfermos, só poderá ser acessado aos 70 anos, antes era 65. Viúvas(os) aposentados não poderão receber as pensões integrais de seus cônjuges como recebem hoje. Aposentadoria Rural hoje 55 anos – mulher, 60 homem e 15 anos de contribuição, passa a ser 60 anos para mulher e homem e aumenta para 20 anos de contribuição.
Mas os empresários estão felizes da vida com a reforma; não terão de pagar a multa de 40% quando o trabalhador já for aposentado, nem recolher FGTS. A reforma também abre a brecha para a criação da Carteira de Trabalho Verde e Amarela, para a contratação sem direitos, o que com o tempo acabaria com a carteira (azul) de trabalho que conhecemos hoje, aonde estão garantidos os direitos trabalhistas. O governo Bolsonaro espera “economizar” 1 trilhão de reais em 10 anos, com o não pagamento de aposentadorias aos trabalhadores.
Agora o projeto precisa ser aprovado na Câmara por pelo menos 308 votos, e no Senado por no mínimo 49 votos. A luta está apenas começando, pois a pressão , á partir de agora, deverá ser sobre os parlamentares para que rejeitem a proposta. O povo também deverá fazer sua parte, pressionando o parlamentar que votou, reunindo com amigos familiares e vizinhos para discutir o assunto, debatendo em sua entidade, associação, movimento e até mesmo na igreja. Será necessário uma grande campanha nas ruas e nas redes para derrotar esse projeto hediondo.

Matéria e Fotos: Tonhão 

1º Secretário CONAM e Diretor de Comunicação FACESP/MDM/MUHAB

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