Publicado em 12/03/2026 14:30
Após 13 anos a 6ª Conferência Nacional das Cidades, realizada de 24 a 27 de fevereiro, em Brasília foi um marco para retomada da discussão sobre o desenvolvimento urbano sustentável, habitação, mobilidade e saneamento. Com o tema “Construindo a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano: Caminhos para cidades inclusivas, democráticas, sustentáveis e com justiça social”, o evento promove a participação social de vários segmentos da sociedade, principalmente, os movimentos populares, na formulação de políticas públicas.

O MDM foi representado por seus coordenadores: Nilda Neves e Tonhão que foram eleitos delegados por São Paulo como parte da delegação de sua entidade estadual a FACESP, que levou ao todo 11 delegados e delegadas. Lá em Brasília se somaram a delegação da CONAM – Confederação Nacional das Associações de Moradores, que juntos reuniram mais de 150 delegados, vindos de todo o Brasil e sendo a maior bancada da Conferência, no segmento Movimentos Populares.

Entre os 8 grupos de discussão, Nilda Neves escolheu o tema: Habitação – Produção e melhoria habitacional, contribuindo com idéias para aperfeiçoar o Programa Minha Casa Minha Vida, já Tonhão esteve presente no tema: Objetivo, Diretrizes, Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano e Controle Social, este último, estratégico para pensar um alinhamento entre investimentos municipais, estaduais e federais, com controle social.

Na manhã da quinta (26), Movimentos populares urbanos realizaram uma marcha durante a 6ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília, para reafirmar a importância da participação popular na formulação de políticas públicas urbanas. Os manifestantes defenderam a reforma urbana, a ampliação de investimentos em moradia digna, o direito à cidade e o fortalecimento do Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano (SNDU).

No ato de encerramento houve a presença do Presidente Lula, Ministro das Cidades, Jader Filho e Josué Rocha, secretário-executivo da Secretaria Geral da Presidência. Em seus discursos, Lula e Jader reforçaram a superação da meta do MCMV que saltou de 2 para 3 milhões de unidades até o final de 2026 e os investimentos em obras contra enchentes, como drenagem e contenção de encostas, que foram de 6,5 milhões no governo Bolsonaro para 35 bilhões no governo Lula. Contudo, as lideranças criticaram a burocracia e a morosidade da CAIXA.
por Tonhão – Comunicação MDM

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